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Mostrando postagens com o rótulo Namoro

Minha primeira namorada

Namorar em Juiz de Fora é coisa séria e se aprende na escola e ganha carteirinha e vou dar nomes. Era final de 1980 e as crianças de 10 anos estavam na primavera dos hormônios. Sem qualquer consciência do que estava acontecendo com o próprio corpo, só sei que de repente aquelas meninas não eram mais tão chatas assim. Ah Isabela... Sentava-se próximo da minha carteira. Não sei se foi ela, ou eu, mas a tal flecha de Cupido me destinou a sentar na carteira de trás. Entre um lápis que caía e uma borracha emprestada, eu só tinha olhos para ela, esperando olhar de novo para trás. Nem me perguntem o que estava no quadro, não lembro. Eu só pensava em voltar para escola desde o exato momento do fim da aula para perder a respiração de novo. E foi num dia qualquer, e de supetão, que minha mão parada sobre a mesa teve o encontro proposital da mãozinha dela, que com as pontas dos dedos acariciou a minha. Três vezes! Três vezes!!! Não foi por acaso! Três vezes! É claro que tirei a mão de repente, as...

Futrica mais que eu gosto

Relembrar memórias com a pessoa amada e descobrir que não era ela que estava lá, provoca um tipo de silêncio que costuma demorar uma semana, por aí...   Existem certas memórias que ficam na emoção. É um cheiro, um clima, um ambiente, um sabor... aquela coisa que fica guardada no afeto, e que volta como se fosse hoje ou semana passada, e quase sempre é relembrada com a pessoa errada. E Juiz de Fora é o lugar ideal para tragédias assim. Uma das riquezas culturais de Juiz de Fora são seus botecos. Poderia enumerar vários, mas o Futrica tem glamour e sua singularidade, e é o verdadeiro endereço de onde o diálogo inusitado, linhas abaixo, aconteceu. Acervo do Bar do Futrica Aqui na terra do torresmo, seria pouco provável que prosperasse, há décadas, um boteco que serve a pizza mais exclusiva do planeta. O Futrica é da época da culinária, não da gastronomia; da cozinheira, não do cheff ; da boa comida, não do gourmet . O centro de Juiz de Fora até os anos de 1970 e 1980 ainda se dividia ...

Legítima Defesa

Se adolescência ainda é superação, na década de 1980 era muito pior. Os anos 80 marcaram uma grande virada política que nos afeta até hoje. Saímos do governo Figueiredo em direção às “diretas já”, para uma decepcionante era Sarney com o insólito tabelamento de preços e a ridícula “Sunab”, para achar no final da década que o Collor caçaria algum marajá e daria o tiro certeiro na onça da inflação sequestrando o dinheiro das pessoas. O que um adolescente normal faz diante isso? UMA BANDA DE ROCK, é claro!!!!! Banda Legítima Defesa Tá bom... isso é desculpa esfarrapada. Na verdade, o adolescente não se importa com nada disso. Todo adolescente só quer é uma namorada mesmo. E como isso era difícil nos anos 80! Se você não é bonito, e como nenhum adolescente acha que é, você tem que ter um carro. Acontece que isso talvez aconteça só depois dos 18... mas aí já é velho demais. E se além de feio, é pobre, tem que ter consciência política para mudar o mundo! Esquece... isso tudo é muito complica...