“Quem foi aluno do Professor Toledo nunca esquece!”. Essa é uma das verdades do mundo. Minha vida esbarrou no Professor Toledo no ano de 1984, numa oitava série do primeiro grau, no Colégio Machado Sobrinho. Um homem de média estatura, grisalho, rosto limpo, espinha ereta, um discreto blazer. Passaria despercebido em qualquer lugar por sua suavidade e boa educação. Mas, na sala de aula, um GIGANTE. Foto cedida pela família Ao seu pisar em sala, eu e toda aquela turba de adolescentes nos posicionávamos de pé e para frente. Fazíamos o sinal da cruz e rezávamos em voz alta e respeitosamente: "Ave Maria cheia de graça, O Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém. No exato momento da última sílaba, a sala era preenchida com um silêncio arrebatador. Era como se fôssemos lançados num templo, num ambiente sagrado. Nenhum barulho ousava sair de...
Um olhar juizforano sobre a gente e as coisas de Juiz de Fora